Trabalhadores do setor de bares e restaurantes têm uma massa salarial anual de R$ 2 bilhões (Crédito: Eduardo Uzal)
O Rio Gastronomia 2026 tem potencial para movimentar R$ 66,4 milhões na economia carioca, segundo o estudo especial “Rio Gastronomia 2026: Potenciais Impactos Econômicos”, elaborado pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e da Riotur, em parceria com a Editora Globo. A estimativa considera os gastos dos participantes do evento, o consumo de turistas e cariocas motivado pela programação, o valor dos ingressos, os investimentos em infraestrutura e a remuneração dos trabalhadores envolvidos na realização do evento.
“O Rio Gastronomia, como o próprio nome diz, é um projeto do Rio e para o Rio. Um festival que reúne cariocas e fluminenses, atrai visitantes, dá visibilidade a quem produz, celebra a nossa cultura e ajuda a projetar a cidade para além de suas fronteiras”, destacou Leonardo André, diretor de Projetos Especiais da Editora Globo Rio Gastronomia/GLOBO.
O impacto potencial do evento ocorre em um setor que já tem forte presença na economia da cidade. Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Rio de Janeiro possui 6 mil estabelecimentos formais de bares e restaurantes. Barra da Tijuca (12,3%), Centro (11,2%), Copacabana (7,1%), Botafogo (5,2%) e Tijuca (3,6%) concentram quase 40% desses estabelecimentos.
“Quando a gastronomia ganha escala, toda a cidade se beneficia. O Rio Gastronomia é um exemplo de como um grande evento pode gerar oportunidades para empreendedores, fortalecer empresas, ampliar a circulação de recursos e criar novas possibilidades de negócios. Esse movimento ajuda a consolidar o Rio como uma cidade cada vez mais competitiva e atrativa para quem vive, trabalha e investe aqui”, afirma o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima.
Além de reunir milhares de negócios, o segmento é responsável por uma parcela significativa do mercado de trabalho formal da cidade. São 67 mil trabalhadores empregados em bares e restaurantes. Barra da Tijuca (16,5%), Centro (10%), Copacabana (8,3%), Botafogo (6,7%) e Ipanema (5,3%) são os cinco bairros com maior concentração de empregos, reunindo mais de 40% do total. O setor também tem papel estratégico para o turismo, contribuindo para a experiência dos visitantes e para a movimentação da economia em diferentes regiões da cidade.
Para o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, os dados reforçam a importância de iniciativas capazes de integrar turismo, serviços e atividades ligadas à gastronomia. “Além do impacto direto, o Rio Gastronomia contribui para ampliar os fluxos de consumo e estimular diferentes segmentos ao longo de sua cadeia produtiva. Esse efeito multiplicador é relevante para a cidade porque distribui a movimentação econômica por diferentes setores e territórios, fortalecendo o ambiente de negócios e a atividade turística do Rio.”
A expansão do mercado de trabalho nos últimos anos reforça essa relevância econômica. Entre janeiro de 2021 e junho de 2026, foram gerados 20,5 mil novos postos formais de trabalho no setor de bares e restaurantes no Rio, de acordo com dados do CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego. Em junho de 2026, a média salarial dos trabalhadores do segmento na cidade era de R$ 2.535, em valores deflacionados pelo IPCA. Com isso, a massa salarial anual dos trabalhadores formais de bares e restaurantes chega a R$ 2 bilhões.
O estudo completo está disponível no Observatório Econômico do Rio, no endereço observatorioeconomico.rio, e no site da Riotur.









